Rejeição: quando não conseguimos lidar com essa dor

Atualizado: Nov 18

Todos nós passamos por um momento de rejeição em nossa vida, geralmente a primeira vez acontece na fase de pré-adolescência e adolescência, logo quando ainda estamos aprendendo a administrar nossas emoções e expectativas frente às situações da vida.


Para abordarmos mais amplamente esse tema, vamos compreender melhor quais aspectos caracterizam a rejeição:


A rejeição tem uma atuação em nosso organismo semelhante ao da dependência química, uma vez que ela age na mesma região do cérebro, o que faz com que tenhamos sensações semelhantes com a abstinência como desconforto físico, crises de angústia, fissura, etc.


Também tem uma semelhança às sensações de luto, quando um ciclo é interrompido abruptamente em nossas vidas, nos causando dificuldade de superação, letargia, entre outros.


A rejeição pode ocorrer de algumas formas, como por exemplo:

  • Sentimento unilateral, onde uma pessoa ama, idealiza e cria expectativas sobre o outro mas o outro não corresponde à esse amor;

  • Quando um dos envolvidos efetiva o rompimento da relação pois não nutre mais sentimentos por aquela pessoa;

  • Quando um dos envolvidos não nutre mais os mesmo sentimentos que antes, mas também não tem coragem de romper e então passa a tratar a outra pessoa de maneira indiferente e descuidada.

A pessoa que é rejeitada, dependendo de qual situação acima está vivenciando pode desenvolver comportamento mais patológicos, que os impedem de viver o ciclo normal de tristeza/magoa e superação. Alguém que não supera pode já estar vindo de uma dependência emocional prévia e por conta disso tem pensamentos como "não posso viver sem ele/ela", "não vou suportar ser abandona(o)", "aceito qualquer coisa para nunca ser deixada sozinha(o)", "jamais vou conseguir encontrar outro alguém", entre muitos outros pensamentos distorcidos que vão nutrir a dificuldade de lidar com a rejeição.


Uma vez que existe essa dificuldade de lidar com a rejeição, esses pensamentos distorcidos levam a pessoa a ter comportamentos inadequados, como por exemplo: perseguir a pessoa amada, "stalkeando" a vida do outro e das pessoas ao redor dela; se sujeitar à humilhações, traições e maus tratos; comportamentos obsessivos com a própria imagem e a própria alimentação pois nunca acha ser bonita o suficiente; passa a se anular tendo ações e atividades que não lhe agradam na esperança de agradar o outro e não ser abandonada(o); desenvolve uma depressão e passa a se negligenciar, perdendo o "sentido de viver"; desenvolve transtorno obsessivo resultando em suicídio ou crimes passionais.


E como fazer quando sofremos patologicamente por causa de uma rejeição?



A pessoa que está sofrendo rejeição, patologicamente ou não, deve ter em mente que uma coisa que ajuda muita é conversar. Pode ser com amigas, familiares ou o mais indicado uma Psicóloga(o), pois através da fala ela vai conseguir expurgar com mais facilidade a angustia que ela está sentindo e assim a famosa expressão "o tempo cura" passa a fazer mais efeito.


Outra coisa que a pessoa em sofrimento pode fazer é buscar ter alimentações mais equilibradas para manter os níveis adequados de nutrientes no organismo e praticar uma atividade física, mesmo que a mais simples e por alguns minutos no dia. Ambos esses comportamentos ajudarão a manter equilibrada a #serotonina e #noradrenalina no organismo, que são responsáveis pela a sensação de prazer e bem estar. Ao se concentrar nesses dois aspectos a pessoa automaticamente cria uma mudança de rotina e passa a concentrar sua atenção em outras coisas que não a sua dor.


A terceira coisa que cito, mas que é de alto impacto é fazer terapia, pois através desse processo a pessoa vai desenvolver seu autoconhecimento compreendendo melhor a si e aos outros conseguindo então a dosar melhor suas próprias expectativas diante da vida. Além disso aprende a desenvolver comportamentos mais assertivos que vão lhe favorecer dali para frente, fazendo-a lidar melhor com sentimentos de dor, tristeza, angústia, etc.


Para entender um pouco mais dos detalhes sobre as vantagens desse processo terapêutico e também dos aspectos da rejeição, assista a live que fizemos e está reprisada em nosso IGTV, e você acesse pelo link http://bit.ly/liverejeicao ou entrando diretamente em nosso perfil no Instagram @helenapowertag.



Gratidão por ler nosso artigo.

Até a próxima!


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